Por Renato Gusmão – Poeta e Coord. da Proyecto Cultural Sur-Brasil – Núcleo Pará
Vigésimo. Vinte encontros de Poesia, ou um só me bastaria...
Um tropel
de poemas. Eis a palavra!
Nesse encontro de versos, de frases, há Pessoa,
Rosa, Vinícius, Dalcídio, Coralina, Cecília, Oscar, Maiakovski,
Andrade, Macunaíma... Há também, Afonso, Marina, Borges, Artur, Colmar,
Eliakim, Mebs, Werneck, Jiddu, Ventura, Dalmo, Mano, Vaz, Ortiz, Napp...
Vinte, vinte mil, vinte milhões... Um batalhão de pessoas, de poetas, de todos os lugares, do Brasil, do Uruguai, do Canadá e Portugal. A Amazônia invadiu o mundo das letras entre rios em versos e sons das chuvas. O nordeste adentrou em vozes de encantar; Lampião, Gonzaga... Cordel feliz.
Vinte, vinte mil, vinte milhões... Um batalhão de pessoas, de poetas, de todos os lugares, do Brasil, do Uruguai, do Canadá e Portugal. A Amazônia invadiu o mundo das letras entre rios em versos e sons das chuvas. O nordeste adentrou em vozes de encantar; Lampião, Gonzaga... Cordel feliz.

Trabalhar a arte de dizer poesias pelo Brasil afora, não é fácil. Isso é fato! Porém, acreditar na possibilidade de unir aqueles que fazem bem esse trabalho, acreditar que tudo pode quando se topa às pedras dos caminhos e delas extraírem versos para compor um poema é outra história... Dessa maneira haverá mais vinte eventos para desbancar todos os percalços e desestruturas, e assim, também, exterminar com os pensamentos de desconstruções dos sonhos por um país mais culto, com mais leitores. Feito isto, impede-se que apaguem os rastros dos caminhos que nos levam às nossas utopias. Trabalhar a teimosia, insistir no que pode ser possível é transformar pensamentos duvidosos em crédulos de esperança para o crescimento cultural de uma região com a força e talento de tantos fazedores de arte pelo Brasil. Alunos das escolas têm em seus aprendizados a magia da alma de tantos artistas brasileiros e quase todos desconhecidos, porém, esses poetas guardam tantos valores e encantos que marcam suas passagens nos corações de tantos jovens alunos e professores de cada escola visitada de Bento Gonçalves.
Sabendo que cada um de nós é parte desse feito e que cada artista em nós, na sua plenitude doa um tanto de seus saberes para germinar no coração de cada pessoa, temos a convicção de que o que vale é o risco pela vontade de ser feliz. O que vale é a emoção da tarefa concretizada. Portanto, mais uma vez valeu ao XX Congresso Brasileiro de Poesia.
Valeu, Ademir Antonio Bacca.
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